sexta-feira, 13 de abril de 2012

Encerramento de Mandato: Encontro de orientação com gestores municipais


O Tribunal de Contas dos Municípios, em parceria com a UPB, estará realizando no dia 26 de abril, no Auditório Yemanjá, do Centro de Convenções da Bahia, encontro com todos os Prefeitos e Presidentes de Câmaras com o objetivo de orientá-los sobre quais as providências que devem ser adotadas no encerramento do mandato para evitar punições previstas na Lei.
Serão debatidos intensamente assuntos a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF e das normas ordinárias, além das inúmeras ações que devem ser desenvolvidas, desde a atuação do controle interno até a preservação de documentos que possam vir a ser necessários para os gestores, após o término dos mandatos.
O TCM e a UPB explicarão aos gestores e aos respectivos controladores internos o que, quando e como devem ser adotadas providências.
Fonte: TCM-BA

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Contabilidade Evolui Através dos Tempos


Mesmo antes da vinda da coroa portuguesa ao Brasil, em 1808, a contabilidade no Rio Grande do Sul já havia delimitado seu espaço e buscou avançar como ciência. “Tudo começou pelos órgãos públicos, mas seu grande salto foi graças à área comercial”, conta o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e contador Marco Aurélio Gomes Barbosa, que realizou estudos inéditos sobre o tema no Estado. Ele conta que, em 1753, em Porto Alegre, foi criada a Provedoria Real, motivada pela necessidade de se ter controle sobre o comércio local. Na instituição, os serviços fazendários funcionavam bem no centro da Capital. Mas foi só por volta de 1800, no coração da cidade, que se instalou a Alfândega para os trabalhos de fiscalização da Receita, onde hoje é a Praça da Alfândega. O órgão era em grande parte formado por contadores.

Em 1804, José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, publicou a obra Princípios de Economia Política que, segundo o professor, influenciou os primórdios do ensino comercial brasileiro. Mas foi com a chegada da família real portuguesa, com o então rei de Portugal Dom João VI, que se identificou um dos primeiros avanços da contabilidade no País, mediante a publicação de um alvará que determinava o uso do sistema contábil por partidas dobradas (débito e crédito) na escrituração mercantil pelos contadores da Fazenda. Conforme Barbosa, a família real percebeu que não havia controle contábil e financeiro no Brasil e criou regras para normatizar os serviços. Em 1809, saiu a primeira legislação para as repartições públicas utilizarem esse conceito que acabou sendo uma exigência na qualificação dos profissionais. “Tenho registros de anúncio de emprego em jornais da época buscando guarda-livros”, acrescenta.

Consta na história, que o rei editou medidas para a criação de cursos sobre o comércio na Corte do Rio de Janeiro e na Academia Militar. Influenciado pelos movimentos cariocas, o Estado, a partir de 1900, começou a se preocupar com a formação do profissional e, mediante isso, as empresas passaram a exigir trabalhadores com maior conhecimento. “Era o embrião da profissão”, observa. Mas, antes disso, em 1894, de acordo com os estudos, a escola Emulação já oferecia, entre as disciplinas secundaristas, a disciplina de comércio.

Barbosa conta que o surgimento das entidades representativas da classe ajudaram a alavancar a ciência que estuda e controla o patrimônio. Eram elas: Club de Guarda-Livros, Club Caixeiral Porto-Alegrense e a Associação dos Empregados no Comércio de Porto Alegre.

Evolução do ensino aumenta o interesse pela profissão

Foi na década de 1870 que surgiram as primeiras escolas do ensino comercial, mas ainda na área técnica do secundário, de acordo com as pesquisas do professor Marco Aurélio Gomes Barbosa. A partir do crescimento comercial e da organização dos profissionais contábeis no final do século XIX, o curso para formação de contadores surge como nova opção.

A fundação da Escola Mauá, em 1901, fez com que os estudos da área tomassem força, motivando o surgimento de novas instituições, dentre elas a Escola Livre de Comércio de Porto Alegre, a atual Faculdade de Ciências Econômicas da Ufrgs, que inicia a formação do Ensino Superior. “O volume de publicações e trabalhos produzidos no Estado, principalmente até 1960, nos coloca como um dos principais estados formadores da Ciência Contábil brasileira”, revela.

Nesse período, passa-se a ser exigido o uso do Diário e do Razão entre outros livros e documentos para o controle financeiro e patrimonial. “Quando estudamos na faculdade, nos é passado que a contabilidade nasceu no eixo Rio-São Paulo, mas há muito que ela saiu daqui, e foi para lá, e ninguém nos conta isso”, revela.

A partir da primeira metade do século XX, o ensino contábil no Rio Grande do Sul passa a contar com várias instituições, oferecendo formação técnica e superior.

O professor Marco Aurélio Gomes Barbosa faz questão de ressaltar a importante contribuição de um gaúcho de Piratini, Sebastião Ferreira Soares. Ele escreve o livro Tratado de Escrituração Mercantil, aplicado às finanças brasileiras. Devido ao seu vasto conhecimento, acabou sendo chamado para atuar como conselheiro da corte e mudou-se para o Rio de Janeiro, capital do Império. “Ele fornecia informações diretamente ao imperador D. Pedro e fundou a primeira instituição contábil do País, o clube de guarda-livros”, conta. Segundo ele, Soares também realizou a primeira auditoria no Brasil, além de ser fundador de diversas escolas. 

Destacado como um dos ícones da história contábil, Soares possui uma vasta bibliografia versando sobre Contabilidade, Economia, Finanças, História Financeira, Tributos, Organização e Estatística. O contador Henrique Desjardins também é lembrado pelo professor Barbosa, que conta que ele foi o presidente número um e o primeiro integrante do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC/RS).

Outra menção importante em seus estudos é o carioca Cibilis da Rocha Viana, escritor e ex-ministro dos presidentes João Goulart e Leonel de Moura Brizola. Viana criou a Lei 4.320 da Contabilidade Pública.

Carreira atenta ao futuro

Eram pelos dedos manchados de tinta que se reconhecia o contador, ou melhor, o guarda-livro. A imagem do trabalhador reservado em uma sala distante cercado por pilhas de papéis é realmente coisa do passado. Hoje, as inúmeras obrigações fiscais associadas ao avanço tecnológico passaram a exigir, obrigatoriamente, conhecimentos que vão muito além da técnica e da teoria. De acordo com o professor Marco Aurélio Gomes Barbosa, a prática evoluiu naturalmente, acompanhada das facilidades trazidas, tais como o uso do tablet, iPad, iPhone e outras tantas ferramentas disponíveis no mercado.

Para ele, a representação da categoria na sociedade se dá pela sua própria importância. “É uma atividade que ganha uma relevância social muito grande”, completa. “A Contabilidade caminha para se tornar uma profissão de ponta”, diz o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC/RS), Zulmir Breda. A pesquisa da empresa Robert Half, especializada em recrutamento de executivos, concluiu que, em 2010, as funções mais valorizadas entre os executivos foram das áreas de finanças e contabilidade, ambas com o diferencial de inglês fluente. “Ela está classificada no quarto lugar das ocupações mais requisitadas do mundo”, conta Breda.

De acordo com o presidente, a demanda no Brasil por pessoas capacitados tem sido grande e há carências para as áreas de Auditoria, Controladoria e Perícia. “As empresas querem um profissional completo, que possua mais do que conhecimentos técnicos”, alerta.

O CRC/RS, segundo seu presidente, tem sido ostensivo com relação à capacitação, oferecendo cursos e solicitando estudos paralelos de complementação. Além disso, o mercado vem exigindo o conhecimento das normas internacionais, a International Financial Reporting Standards (IFRS).

Breda alerta para que as pequenas empresas, que representam 95% das instituições no País, se conscientizem da necessidade de adaptação a essas normas. “Elas poderão ter problemas no futuro”, ressalta e diz que não faz sentido existirem dois padrões no Brasil.

Para o presidente do Sescon/RS, Jaime Gründler Sobrinho, o profissional contábil deixa de ser um executor para ser um orientador que traduz as orientações contábeis para o cliente. A entidade vem fazendo frente na discussão sobre a ocorrência de inúmeras obrigações fiscais que acabam ocupando um longo tempo nos escritórios.

Exposição ilustra a história contábil 

Com o objetivo de mostrar a história evolutiva da profissão, a exposição itinerante Contabilidade – Um balanço da história, com peças do Museu do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) está aberta à visitação do público até o dia 30 de abril, no saguão da Biblioteca Central Irmão José Otão da Pucrs, em Porto Alegre. A mostra homenageia o contador Ivan Carlos Gatti, líder da classe.

A diretora da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), Ana Tércia Lopes Rodrigues, explica que a ideia é fazer com que o museu percorra todas as capitais brasileiras, mostrando a importância do momento histórico que o profissional vive.

O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC/RS), Zulmir Breda, destaca que a exibição consegue mostrar a história e a origem da profissão. O presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, disse que o Estado merece o museu porque tem “um Conselho atuante, sintonizado com o Federal e que não foge dos desafios”. 

Fonte: Jornal do Comércio - RS.

Nova estrutura de plano de contas dos RPPS será obrigatória a partir de 2013

MPSMPSUm novo plano de contas será aplicado obrigatoriamente a partir de 2013 pelas unidades gestoras dos quase 2.000 Municípios brasileiros que possuem Regimes Próprios de  Previdência Social (RPPS). O Ministério da Previdência Social publicou a nova estrutura do plano de contas do RPPS, que está em conformidade com o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP).

O PCASP busca atender aos padrões internacionais de Contabilidade do Setor Público e às regras e procedimentos de Estatísticas de Finanças Públicas reconhecidas por organismos internacionais, e foi desenvolvido pelos grupos técnicos coordenados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reitera que, diferentemente do PCASP Nacional, o novo plano de contas dos RPPS segue a estrutura de padronização do plano de contas a ser utilizado pela União, detalhado até o sétimo nível.

A necessidade desse nível de detalhamento se dá em função da análise gerencial e fiscalização a que se submetem as contas dos RPPS, o que possibilita também um maior controle por parte dos segurados.

Clique aqui e confira na íntegra a estrutura do PCASP RPPS obrigatória a partir de 2013

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tesouro adia entrega de cronograma e dá novas orientações sobre a Portaria 828/2011.


Agência CNMAgência CNMA Portaria 231/2012 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) altera para 30 de junho desse ano o prazo de divulgação do cronograma de ações para a adequação aos procedimentos contábeis apresentados na Portaria 828/2011 do STN. O comunicado foi publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira, 30 de março.

De acordo com a Portaria 231/2012, os procedimentos contábeis patrimoniais e o cronograma de ações, apesar de poderem ser adotados pelos entes públicos municipais até 2014, devem ter as suas ações divulgadas até 30 de junho. E fica, portanto, a critério do Tribunal de Contas ao qual se encontra jurisdicionado estabelecer data anterior ou forma de envio diversa da Portaria.

A STN divulgou nota técnica esclarecendo que cabe ao Poder Executivo Municipal divulgar em meio eletrônico o cronograma de implantação dos procedimentos contábeis patrimoniais e demais procedimentos. A divulgação deve ocorrer a partir da consolidação dos cronogramas desenvolvidos pelos gestores municipais de cada Poder ou órgão municipal, que deve ser de acesso público e encaminhado ao respectivo Tribunal de Contas.

Fórum de Contadores
Para atender a demanda de Municípios filiados, a CNM torna disponível um modelo de cronograma de ações relativo aos procedimentos contábeis patrimoniais e específicos, que deve ser divulgado pelos Municípios brasileiros. O modelo está pronto para download no Fórum Permanente dos Contadores Municipais, desenvolvido e hospedado no site da Confederação.

Clique aqui para acessar o Fórum

Confira aqui a Portaria STN 231/2012

Confira aqui orientação técnica da STN

terça-feira, 3 de abril de 2012

METANOIA NA CONTABILIDADE.


Ao abordar esse tema, primeiro se faz necessário definir  o que seria metanoia. No original, significa mudar o pensamento, mudar as ideias. Para os gregos, tem um significado especial, como ir além, passar além de, ultrapassar, exceder, elevar-se acima de, transcender. Meta, como acima ou além e nóia, vem de nous, mente. E é isso que se faz urgente e imprescindível: que os profissionais da contabilidade tenham a consciência das mudanças que estão ocorrendo com a profissão e possam ir além do que estavam habituados a realizar, com uma mente renovada, compreender de maneira efetiva que preparar guia para pagamento de tributo nunca foi fazer contabilidade.

Se buscarmos respaldo histórico, verifica-se que a contabilidade sempre foi entendida como sistema de controle da riqueza aziendal. Na era primitiva, as civilizações tinham na contabilidade um aliado de fundamental importância. Imaginemos o império romano com todas as suas conquistas sem controle do patrimônio. O povo de Israel com doze tribos escolhe uma delas para cuidar de suas finanças, que foi a tribo dos levitas. No Egito, o solo fértil, com a presença do rio Nilo facilitava o desenvolvimento da agricultura e pecuária e eles comercializavam os seus produtos. Como poderiam fazer isso sem controle da contabilidade?

Assim sendo, o contabilista precisa ir para além da aparência e transformar-se por dentro, no sentido de realizar os procedimentos dos fenômenos patrimoniais como meta prioritária para que o gestor possa ter dados que o auxilie na tomada de decisão, e a contabilidade é a aliada deste pressuposto.

Diante disso, não podemos conceber contabilista sem realizar registros contábeis elaborando relatórios fidedignos às informações emanadas das operações mercantis e financeiras realizadas pela empresa na qual o mesmo é o responsável técnico pela escrita. Assim, podemos considerar a metanoia como transformação do pensamento, mudança de mentalidade, aspectos fundamentais para que o contabilista auxilie o empresário em transformar as informações coletadas em aprendizado e, consequentemente, como instrumento para tomada de decisão.

As informações contábeis devem ser produzidas como uma verdadeira metanoia, ou seja, com autenticidade, verdade, transparência e coerência. As demonstrações contábeis são o retrato da posição financeira e patrimonial de uma empresa, por isso são peças fundamentais para que os empresários possam tomar decisões do seu negócio.

O Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício, a Demonstração do Fluxo de Caixa são relatórios contábeis que podem ser de grande valia para os empresários tomarem decisões estratégicas, levando em consideração as informações obtidas.

O Contabilista é o guardião financeiro da organização, é o maior aliado do empresário, é o consultor do patrimônio, por isso devem seguir a própria orientação do código comercial brasileiro de 1850, que orienta que toda empresa tenha seus controles contábeis.
O Contabilista, como consultor de uma organização de qualquer porte, precisa proceder com os registros contábeis, mesmo encontrando no Brasil uma legislação fiscal que sinaliza uma não obrigatoriedade. Acompanhar a riqueza da empresa é papel essencial de qualquer profissional da contabilidade.

A Contabilidade, enquanto ciência do patrimônio enquadrada no ramo das ciências sociais aplicadas, necessita que os seus profissionais a exerçam com rigor científico, pois o cenário que se observa hoje no Brasil é que grande número de pequenas empresas decretam falência no terceiro ano de existência, sendo em sua maioria fruto da falta de controle contábil, de um maior acompanhamento por parte do profissional da contabilidade de suas finanças, auxiliando o empresário na formação de preços dos seus produtos, no controle dos custos, controles de estoques, na organização de um orçamento, na identificação da margem de contribuição, do ponto de equilíbrio etc.

Dessa forma, a mudança de mentalidade por parte dos profissionais contábeis e a conscientização dos empresários que independente do porte de sua empresa, os controles de faz imprescindível poderemos elevar a contabilidade no patamar que a mesma merece.

Só mudaremos uma Classe se os seus pares tomarem consciência do valor da profissão. E entender a contabilidade como ciência é identificar na mesma os Pensamentos Elevados, os conhecimentos sistematizados, as teorias que a mesma possui. Realizar atividades meramente tributárias é colocar a contabilidade em um patamar reducionista de um tecnicismo sem precedente. Os profissionais de contabilidade precisam realizar uma metanoia interna de transformação, com uma nova consciência de seu papel na sociedade, elevando os seus pensamentos através da educação continuada, procurando aprimorar de forma contínua o seu saber para prestar um serviço de qualidade sem esquecer-se de uma postura ética e conduta ilibada, fazendo das informações geradas contribuições para que os usuários destas informações tenham confiança nas mesmas e possam ser úteis para as suas decisões.

As informações contábeis não podem ser geradas ao gosto de quem a interessar e sim baseado no que efetivamente representa.
É momento de Metanoia da Contabilidade, que todos nós profissionais da contabilidade aproveitemos esse estado para sermos sábios e devolver a nossa ciência ao lugar que merece. E que os profissionais da contabilidade com a mente renovada sejam respeitados pela contribuição dada às empresas e não sejam considerados um mal necessário.

Por Antônio Carlos Ribeiro da Silva
Vice-Presidente Técnico do CRCBA

sexta-feira, 30 de março de 2012

Disponibilidade Pública das Contas do Poder Legislativo.


ALERTA: CUIDADO COM O PRAZO – 30 DE MARÇO DE 2012

 

ORIENTAÇÃO SOBRE A DISPONIBILIDADE PÚBLICA DAS CONTAS DO PODE LEGISLATIVO MUNICIPAL
PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL DA CÂMARA MUNICIPAL, REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2011,  DEVERÁ FICAR DISPONÍVEL NA CÂMARA PARA CONSULTA PÚBLICA  POR 60 (SESSENTA) DIAS A CONTAR DO DIA 31 DE MARÇO  A 30 DE MAIO DE 2012, EM SEGUIDA DEVE SER ENVIADA AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS – TCM/BA

Conforme regula a Legislação Nacional e em especial a Resolução do TCM – BA nº 1.060/2005, até o dia 31 de março do referido exercício, deve o Gestor Cameral (Presidente da Câmara) responsável pelas contas do exercício anterior (2011) colocar em Disponibilidade Pública as Contas da Mesa da Câmara do Poder Legislativo Municipal,  pelo período de 60 (sessenta) dias na Secretaria Administrativa do Legislativo (ou outro Setor Interno que esteja autorizado para disponibilizar a guarda dos documentos que trata as Prestações de Contas do Poder Legislativo, mediante regulamento da Lei Orgânica ou do Regimento Interno), para o acesso do Contribuinte Interessado.
 Devem compor à pasta da Prestação de Contas Anual, devidamente organizada, para ser colocada em Disponibilidade Pública por 60 (sessenta) dias, os documentos abaixo relacionado, devidamente organizados, numerados e em Papel Timbrado da Câmara, abaixo descriminados:
1)  Ofício ao Plenário da Câmara, encaminhando a pasta, e preferencialmente citando a legislação que rege a matéria e a documentação acostada;
2) Balancete da Câmara do mês de Dezembro de 2011, para fins de conferência do TCM, devidamente assinado pelas autoridades e Téncicos competentes, contendo sua Ccertificação Digital;
3) Ato de nomeação da Comissão de Inventário dos Bens da Câmara;
4)  Inventário dos Bens Patrimoniais em 31 de dezembro, sob a responsabilidade da Câmara (citar: quantidade; referência de unidade; descriminação analítica das características do bem; estado de conservação; valor; e setor onde se encontra o bem);
5)   Ato de designação da Comissão de Conferência de Caixa;
6)    Termo de Conferência de Caixa lavrado por Comissão designada pelo Presidente;
7)  Cópias dos Comprovantes do recolhimento do saldo do exercício (caixa e/ou banco) ao Tesouro, à exceção dos recursos financeiros que se vinculem exclusivamente ao pagamento de “Restos a Pagar”, na exata quantia dos compromissos correspondentes;
8)  Original ou cópia autenticada de extratos registrando os saldos bancários no último dia útil do mês de dezembro, com as competentes Conciliações comprovadas, complementados pelos extratos  do mês de janeiro do ano subseqüente;
9)    Declaração de bens do Gestor, com os respectivos valores atualizados;
10)    Relação dos Restos a Pagar, discriminando-se os processados e não processados do exercício, incluindo-se os porventura remanescentes de exercício anteriores, elencando-os  por número de ordem, por número dos empenhos, a dotação, valor e nome do credor, informando-se o número de inscrição no CNPJ ou CPF, fazendo-se constar a data do empenho e, se processados, a data da liquidação, indicando-se mais aquelas despesas, liquidadas ou não, que por falta de disponibilidade financeira deixaram de integrar os restos a pagar do exercício;
11) Em casos que redundem em Insubsistência Ativa, comprovante das comunicações expedidas ao Poder Executivo para que este promova as necessárias consolidações nos demonstrativos de resultado;
 11)  Segundas vias dos anexos Demonstrativos dos Restos a Pagar decorrentes da execução do exercício (art. 42, caput, e § único, da LRF), e Demonstrativo das Despesas com terceirização (Resolução TCM nº 460/00, anexo VII); e
12) Comprovante da publicação dos anexos da Lei de Responsabilidade Fiscal, publicado do Diário Oficial do Legislativo e Alimentado no Site do TCM/BA – LRF-NET, sendo: Relatórios RREO – Bimestral (1° ao 6° bimestre) e RGF – Quadrimestral (1° ao 3° quadrimestre) devidamente impressos e assinados pela equipe competente, da qual deverá ser anexada na página.
13) Demonstrativo de todos os Processos  Licitatórios Homologados, incluídas as dispensas e inexigibilidades, relativos a obras públicas e serviços de engenharia conforme modelo do Anexo I da Resolução TCM BA nº 790/03) e demonstrativos de obras públicas e serviços de engenharia em execução, incluídas as em regime de execução por administração direta conforme modelo do Anexo II da Resolução TCM BA nº 790/03.
14) Imprimir os Relatórios Trimestrais, do SIGA, sendo:
a)   Relação das obras e serviços de engenharia realizados e em andamento no município;
b)   Relatório dos servidores nomeados e contratados, bem como o total de despesa de pessoal confrontado com o valor das receitas no semestre e no período vencido do ano;
c)    Relação dos gastos efetivados com noticiário, propaganda ou promoção.
15) Anexar Relatório Anual do Controle Interno, do exercício de 2011, assinado pelo Coordenador do Controle Interno e pelo Presidente da Câmara.
16) Comprovante de Pagmento de Multas e Ressarcimentos, juntamente com o DAM especificando o nº e data do Processo do TCM/BA, nos casos que houver, para provar quitação do débito junto a Prefeitura e ser retirada qualque pendência que por ventura exista.
17) Após a passagem do período de disponibilidade (60 dias), a Presidência da Câmara tem o prazo de 15 (quinze) dias para enviar a prestação de contas ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia – TCM BA, acompanhada dos seguintes documentos:
a)  Ofício do Presidente da Câmara informando ao TCM do cumprimento do período de disponibilidade;
b)  Cópia do Edital de Disponibilidade das Contas na Câmara; e
c)  Declaração do Presidente atestando terem sido as Contas disponibilizadas na Câmara pelo prazo mínimo de 60 (sessenta) dias.
OBSERVAÇÕES:
 I -    Visto que o prazo para Câmara para receber do Gestor(Prefeito) a sua Prestação de Contas Anual é o dia 31 de março, deve de imediato, as Prestações de Contas do Legislativo, ser posta em Disponibilidade, pois ao se encerrar os 60 (sessenta) dias, o Presidente da Câmara tem até o dia 15 (quinze) de junho para enviá-la ao TCM – BA, sob pena de responsabilidade.
 II -  O Presidência da Câmara deve observar sempre a data da entrada das contas para baixar o Edital de Disponibilidade, pois, se caso o Gestor (Executivo ou Legislativo) atrasar a entrega da sua Prestação de contas, a mesma deve ficar, primeiro, os sessenta dias a disposição do plenário, para só depois ser enviada ao TCM, mesmo que os sessenta dias ultrapassem o prazo estipulado para o envio ao Tribunal  (15 de junho).
III - No caso do atraso citado, ao remeter as contas ao TCM, após o dia 15 (quinze) de junho, deve o Presidente relatar em seu ofício a causa do atraso e juntar a devida comprovação.
IV  – Alguns dos documentos relacionados não estão constando na Resolução TCM – BA nº 1060/2005 (que regulamenta a documentação da referida Prestação de Contas), porém, em razão do TCM requerê-las quando examina as Contas Anuais, é que acrescentamos nesta orientação, a fim de evitar pendências no Pronunciamento Técnico.
Dúvidas sobre o assunto, basta consulta a Resolução do TCM/BA nº 1060/2005.

Fonte: http://objetivagestaopublica.com.br/

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Contabilidade no Cinema.

 
No lugar do quadro negro, o telão. Em vez do giz, o controle remoto. Quem assistiu ao longa-metragem estrangeiro, vencedor de oito Oscars em 2009, Quem quer ser um milionário?, sabe que não existe uma única forma de aprendizado. A película conta a história do indiano Jamal Malik Othman, um jovem das favelas de Mumbai que participa de um programa popular que empresta o nome ao filme. 

Através das perguntas feitas pelo apresentador, o rapaz relembra a sua vida, onde encontra todas as respostas concorrendo a uma fortuna. O intrigante é que o garoto teve uma infância difícil sem chances aos estudos. Portanto, a aposta do escritor e professor da Universidade Federal da Bahia Adriano Leal Bruni é exatamente na vivência. “O conhecimento também se processa a partir das experiências de cada aluno e, nesse contexto, o filme é mais didático e lúdico”, explica o mestre, que há sete anos trouxe o cinema para a sala de aula.

Porém, nem sempre eles são transmitidos na íntegra, e uma edição de partes que interessam para a disciplina que está sendo abordada é o suficiente para cumprir o objetivo. “Em apenas três minutos de exposição de uma cena é possível se discutir o que se levaria 16 horas de trabalho”, avalia o professor.

Doutor e mestre em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Bruni está escrevendo seu 17º livro pela editora Atlas, que será lançado em 2013, no qual faz uma analogia do mundo real, das finanças empresariais com a ficção. Como amante da sétima arte, descobriu que as histórias contadas através da tela do cinema eram uma forma de prender a atenção dos jovens. “O filme é um recurso didático complementar, uma ferramenta de apoio”, completa. Com o olhar treinado, o professor confessa que não consegue mais se desligar nem mesmo no momento de lazer.

Além disso, Bruni também utiliza histórias publicadas na mídia impressa para que os alunos do curso de Ciências Contábeis, Administração e Economia, encontrem alternativas para resolver problemas das instituições em análise. “Casos de jornais e revistas são compactados para que os estudantes possam entender o aporte teórico da situação, a fim de montar soluções”. Segundo ele, dessa forma, fica evidente que não existe uma só resposta ou uma única percepção, pois cada um constrói um caminho com base em suas experiências pessoais, mesmo que auxiliados pela teoria. “As pessoas são diferentes e chegam a conclusões diversas”, justifica.

Para Bruni, as exposições ficaram ainda mais ricas e dinâmicas e os jovens correspondem muito bem aos estímulos, o que vem se comprovando na assiduidade aos cursos.

Indicados como melhores filmes para profissionais da Contabilidade:
  • A Lista de Schindler – Mostra a importância do contador em uma empresa. O drama conta a história de Oskar Schindler, um antigo militar polonês, que progride nos negócios com a sua fábrica de panelas. Schindler contou com ajuda do seu contador judeu para elaborar uma lista de pessoas que acabaram sendo livradas dos campos de concentração com a alegação de serem úteis para seus negócios. 
  • Chocolate - com Juliette Binoche e Carrie-Ann Moss – Fala da criação de novos negócios, empreendedorismo e gestão
  • Mestre dos mares – Dirigido por Peter Weir, com o ator Russell Crowe, trabalha o planejamento estratégico.
  • A Firma – Suspense dirigido por Sydney Pollack, estrelado por Tom Cruise. O diretor mostra os meandros de uma grande empresa advocatícia que ajuda a lavar dinheiro da máfia.
  • Roger e Eu – Aborda o papel da gestão, importante para contadores e administradores de empresas. Fala sobre a empresa General Motors. Direção de Michael Moore.
  • Wall Street 1 – Poder e Cobiça – Indicado para os contadores e para quem lida com o mercado financeiro. Trabalha a ética, mercados de capitais e o valor da informação. Estrelado por Michel Douglas e Charlie Scheen.
  • Um bom ano – Filme de Ridley Scott com Russell Crowe. Traz um duro conceito de finanças, compra e venda de ações. Indicado para economistas também.
  • Uma linda mulher – Estrelado por Julia Roberts e Richard Gere, apesar da classificação de romance, o filme é apresentado em algumas partes para discussões nas aulas de contabilidade e finanças.
  • Ameaça Virtual - Caso Barings - Com Ewan Mcgregor. Fala de tecnologia da informação, contabilidade, liderança, ética, responsabilidade social corporativa e qualidade de vida no trabalho.
  • Náufrago – Na interpretação de Tom Hanks, a película mostra o aprendizado e a importância do planejamento, principalmente, em situações de risco.
  • Enron – Os mais espertos da sala – Documentário que relata um dos maiores escândalos financeiro já visto na história. A companhia de energia estadunidense, localizada em Houston, Texas, foi alvo de denúncia de fraudes contábeis e fiscais, levando o poderoso grupo a pedir concordata que arrastou consigo a Arthur Andersen, empresa de auditoria.
Dicas do professor baiano Adriano Leal Bruni

Dinamismo e criatividade ajudam no aprendizado

Como todo artista que gosta de plateia, todo o professor quer prender a atenção do aluno. “A nossa realização é ver os olhos brilhantes dos alunos, demonstrando que assimilaram bem aquela aula”, comenta a professora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Rede Metodista de Educação do Sul - IPA, Neusa Monser. Segundo ela, algumas matérias são mais complexas, densas e difíceis de ensinar.

É o que ocorre com a cadeira Princípios Fundamentais da Contabilidade, em que a professora se utiliza do teatro para reforçar o aprendizado da disciplina. “Encenamos situações de casos reais que ilustram a teoria estudada”, explica. O retorno dessa prática, segundo ela, foi surpreendente, pois os universitários acabaram assimilando o estudo de uma forma bastante rápida e fácil. 

“Precisamos ter uma postura diferente como professores perante o novo perfil de estudante, dessa Geração Y”, diz. A Geração Y é um conceito sociológico para explicar o comportamento dos jovens nascidos entre os anos 1980 e 2000 perante as mudanças da sociedade moderna, incentivada pelos avanços tecnológicos e o desenvolvimento da comunicação. 

De acordo com a coordenadora, a instituição vem incentivando o corpo docente a buscar uma metodologia que cative cada vez mais os jovens. Para Neusa, é importante que o professor se coloque constantemente no lugar do aluno. “A autoavaliação sincera é fundamental”, aconselha. A técnica de filmes também é estimulada pela faculdade. “Temos que ter sensibilidade para criar um novo comportamento em sala de aula”, avalia a professora. “Nossa função é ensinar e, se esse objetivo não está sendo alcançado, nossa tarefa é inócua”, comenta.

Luz, tela, ação, debate e pipoca

Cinema na sala de aula, com direito a pipoca. É assim que a Faculdade de Administração, Contabilidade, Economia, Hotelaria e Turismo (Face) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) atua há pelo menos três anos. A iniciativa é responsabilidade dos professores Sedinei Beber e Vicente Zanella, que ministram cursos nas cinco faculdades da universidade e integram o currículo extraclasse. No projeto Aula com Pipoca, do professor Zanella, o estudo de uma história através da linguagem cinematográfica é complementar às outras disciplinas da Face. “O aluno se sente mais envolvido”, analisa o professor. O projeto busca a integração dos estudantes de diferentes cursos e conta com o patrocínio da locadora Espaço Vídeo no fornecimento da pipoca.

Segundo Zanella, em um estudo sobre a Teoria dos Jogos, a película escolhida foi Uma mente brilhante, onde foram convidados como debatedores o economista e professor Leandro de Lemos e o psiquiatra Lucas Spanemberg, do Hospital São Lucas, abordando a saúde mental. Uma mente brilhante, drama biográfico dirigido por Ron Howard, trata da vida de um grande gênio da matemática, John Nash, interpretado por Russell Crowe.

Aos 21 anos ele formulou um teorema que provou sua genialidade, mas aos poucos Nash começou a demonstrar ser um homem sofrido e atormentado e chega a ser diagnosticado como esquizofrênico. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel. 

“A ideia é utilizar os longas-metragens como ferramenta de aprendizagem”, diz o coordenador. Segundo Zanella, a universidade é um local onde os estudantes estão abertos ao grande universo de informações, portanto, o tema acaba sendo tratado com mais profundidade, extrapolando o conteúdo da disciplina. Atualmente, cerca de 300 universitários participam da disciplina no auditório do prédio 50 da Pucrs.

Para o professor Sedinei Beber, coordenador do programa O Olhar do Cinema, a universidade precisa se adaptar à modernidade e se ajustar as exigências do novo perfil de estudante. “A cinematografia nos mantêm atentos”, comenta. “Temos que acostumar os jovens a ver filmes com outros olhos”, diz. Segundo ele, as aulas são bastante concorridas.

Gestão e Negócios foi um tema debatido com alunos interessados de diversos cursos da Pucrs. O longa-metragem escolhido para ilustrar foi Minority Report, de ficção científica, lançado em 2002, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Steven Spielberg. Nesta transmissão, o professor Beber abordou, entre outros assuntos, a legalidade das decisões, questões de estratégia e como uma pessoa perseverante pode superar grandes desafios. O tema foi considerado um sucesso de público.

Cinema e literatura caminham juntos

A leitura é a arma utilizada para chamar a atenção dos alunos do coordenador do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Rocha. Ele aconselha seus alunos ao hábito de ler e recomenda o livro O Mundo é Plano, de Thomas Friedman, sobre economia internacional, e A Meta – Um Processo de Melhoria Contínua, um best-seller escrito por Eliyahu M.Goldratt e Jeff Cox com mais de 2 milhões de exemplares vendidos no mundo. 

O livro A Meta trata do funcionamento de uma indústria e questionamentos sobre o seu funcionamento e de como seria possível solucionar os problemas. O processo de melhoria contínua desenvolvido pelos autores pode ser aplicado em outras organizações.

O livro de Friedman traz uma análise da globalização e mostra o comportamento de países como a Índia e a China e tantos outros que ingressaram na cadeia global de fornecimentos de serviços e produtos. 

A experiência positiva do professor como aprendiz nos cursos de mestrado e doutorado foi bastante enriquecedora. “Fazíamos debates sobre os filmes e livros e isso era um fator motivacional”, comenta. Rocha acredita que a metodologia incrementa o interesse do aluno, embora a Ufrgs não desenvolva nenhum programa específico. 

Rocha, apesar de não utilizar a sistemática do cinema em sala de aula, aposta na pedagogia adotada pelo professor John Keating no longa-metragem Sociedade dos Poetas Mortos, estrelado em 1989 pelo ator Robin Williams. 

A história conta que, em meados do século XX, na Welton Academy, em uma tradicional escola preparatória, o professor de literatura aplica seus métodos inovadores para incentivar os universitários a pensar por si próprios criando um choque cultural com a ortodoxa direção do colégio. “Neste caso, são os professores quem deve assistir”, recomenda o coordenador.

Fonte: Jornal do Comércio - RS